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Pais e responsáveis devem decidir sobre vacinação de crianças, afirma o procurador distrital do MPDF

José Eduardo Sabo Paes disse, ainda, em entrevista ao "CB.Poder", que GDF deve começar redução do prazo da terceira dose ainda nesta semana


O procurador distrital do Ministério Público do DF, José Eduardo Sabo Paes, durante entrevista ao CB.Poder nesta segunda-feira (20/12) - programa do Correio Braziliense em parceria com a TV Brasília - afirmou que cabe aos pais e responsáveis decidirem sobre a vacinação de crianças entre 5 e 12 anos, autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na última semana. "Em relação às crianças, que não têm capacidade plena de tomar decisão, temos os pais, que vão decidir se vão tomar ou não", disse durante conversa conduzida pela jornalista Ana Maria Campos. O presidente da República, Jair Bolsonaro, manifestou ser contra a imunização de crianças. Mas, segundo o procurador, com o aval da Anvisa e decisão do Ministério da Saúde, o Governo do Distrito Federal (GDF) tem o dever de disponibilizar as doses do imunizante da Pfizer, recomendado para a faixa etária, mas cabe aos responsáveis pelos menores a decisão. "Durante a pandemia vivenciamos diversas fases e momentos, primeiro o desconhecimento e a ignorância de não saber causas e efeitos, e mesmo porque as pesquisas são demoradas e tem sim no começo caráter de provisoriedade, mas é o que temos e as agências internacionais e a nossa, umas das mais qualificadas, que é a Anvisa, buscaram no decorrer da pandemia certificar as melhores práticas para que fossem homologadas no País", afirmou José Eduardo Sabo Paes. Terceira dose O Governo do Distrito Federal (GDF), deve começar a antecipar a redução do intervalo para a aplicação da terceira dose das vacinas contra a covid-19. De acordo com o procurador, a redução do prazo é para aumentar a proteção da população em relação às novas variantes do coronavírus. A decisão veio após recomendação do Ministério da Saúde. "O Distrito Federal tem adotado a política de acompanhar as decisões do do Poder Público, temos que valorizar o PNI. Então, de hoje para amanhã o governo local estará adotando essas medidas", afirmou Sabo Paes. Para José Eduardo, o Plano Nacional de Imunização (PNI) garantiu sucesso que o DF vem tendo com a cobertura vacinal. Segundo ele, um descompasso poderia fazer com que o DF fique sem vacinas. "Isso nunca aconteceu aqui porque seguimos o PNI. Outros estados suspenderam a vacinação ou tiveram demora na aplicação, aqui não ocorreu. Nunca faltou nada aqui e estamos sempre entre os cinco primeiros em termos de vacinação", ressaltou. A expectativa é de que 930 mil pessoas tomem a terceira dose em janeiro. A estimativa, calculada pelo Correio, tem base em informações da Secretaria de Saúde (SES-DF) e leva em conta o anúncio do governo federal de reduzir de cinco para quatro meses o intervalo entre a segunda e a terceira aplicação. Alcance vacinal Com o fim do ano se aproximando, José Eduardo considera o número de vacinados satisfatório. Segundo ele, a população vacinal do DF é de 3 milhões e 50 mil pessoas, dessas, 2 milhões 390 mil estão vacinadas com a primeira dose e 2 milhões e 50 mil vacinadas com as duas doses. "Ou seja, 89% da população tem a primeira dose e 68% que tem a vacinação completa. Isso tem um significado muito especial no sentido de que as pessoas aqui se conscientizaram da importância da vacinação", afirmou. Em contrapartida, cerca de 200 mil pessoas ainda não tomaram nenhuma dose do imunizante. Para reduzir esse número, o procurador anunciou novas medidas. "Vamos buscar por pessoas que não tomaram a vacina. Temos que encontrar e sensibilizar cerca de cerca de 200 mil pessoas, algumas em área rural. Para isso, o Poder Público vai fazer um trabalho para que postos de vacinação fiquem abertos até as 22h, hoje tem dois em Ceilândia."

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